quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O irracional como aceitação do universo.

Quando soube da notícia, peguei o antigo carro da família, e dirigi até aquele lugar que chamávamos de nosso, onde eu sabia que ninguém me perturbaria. Comecei a pensar em todos os nossos momentos juntos, as lembranças não paravam de vir à tona. Aquele lugar me trazia uma aura de felicidade, acho que pelos momentos que passamos ali. Fora esses momentos, minha única lembrança sua, era uma foto de nós dois abraçados ao pé de nossa árvore preferida: eu estava com uma flor no cabelo, a flor que você me dera, nós estávamos sorrindo completamente apaixonados, até bobos talvez. Esse era o resto de nosso amor, uma única foto. Agora você se foi para algum lugar onde não posso te trazer de volta. Você havia morrido, esta madrugada, em um terrível acidente de carro. O único jeito de ficar contigo, era me juntar à você, onde quer que estivesse. Peguei o revólver que meu pai escondia no porta luvas, um papel e uma caneta. No papel escrevi aos meus pais, dizendo que os amava, mas minha vida era ao lado de Eduardo, e agora que ele havia partido, ela não tinha mais sentido, eu iria para o lado dele. Também pedi desculpas, pelo sofrimento que estava causando à eles. Deixei o bilhete no banco do motorista. Me ajoelhei, e deixei nossa foto na minha frente. Pensei em nosso amor uma ultima vez, e apertei o gatilho direcionado à minha cabeça. Estava tudo acabado.


Pauta para o Bloinques, edição musical/visual. Espero que gostem. = D

3 comentários:

  1. nha nha! de quem foi a ideia do nome :DDD ???
    Da euzinha perfeita aki! ;3
    sim sim, ficou muito legal any -só me pergunto pq garotas são tão dramáticas .-. ...

    ;*

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  2. Caramba, fique arrepiada, sério!

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